KAP: 2º vôo, Melides

Feita a primeira experiência em Moledo, e partindo das observações aí efectuadas, fiz alguns ajustes ao equipamento e voltei a lançar a máquina ao ar, no Festival do Ar que se realizou na Lagoa de Melides no passado dia 6 de Junho. O resultado deste segundo vôo pode ser visto neste slide show:

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KAP Melides, a set on Flickr.

Este teste foi realizado em condições de vento bastante mais favoráveis do que em Moledo, com o vento a rondar os 15 km/h na primeira parte da sessão, subindo depois para os 35-40 km/h, altura em que um desastre podia ter deitado tudo a perder: o Carlos Soares, querendo afastar o meu papagaio dos restantes, e pensando que a linha estava presa ao saco de areia que servia de âncora ao papagaio, moveu o dito saco. A linha soltou-se e lá foi o papagaio e todo o equipamento , acabando por cair ao chão. Felizmente os estragos foram apenas superficiais.

Desta vez a máquina foi presa através de um sistema de suspensão normalmente usado pelos KAP’ers, a cruz Picavet, que permite amortecer – ainda que não totalmente – a turbulência a que a máquina está sujeita. Novamente foi usada a Canon A470, com o CHDK e o script «KAP, WindWatcher», mesmos settings que em Moledo. Desta vez a máquina esteve cerca de 1 hora e 45 minutos a disparar continuamente, tendo resultado em pouco mais de 950 fotografias, das quais as 46 acima são as mais representativas.

As fotos ficaram praticamente todas sobre-expostas, devido à intensidade da luz e ao seu reflexo na areia muito clara da praia de Melides. O próprio script está programado para fazer «bracketing EV», disparando sucessivamente com settings diferentes, mas nem isso ajudou desta vez.

Ao longo da sessão mudei a posição da máquina por 2 ocasiões, tentando obter fotos nas várias direcções, o que não foi totalmente bem sucedido (ex: não há fotos do mar ou da linha de costa, apenas da lagoa).

Lições a retirar desta sessão: os braços da suspensão estão demasiado curtos, provocando ainda bastante oscilação no conjunto; por outro lado necessito de uma linha de papagaio mais comprida que permita não só elevar mais o papagaio (e por conseguinte a máquina) mas também aumentar a distância do papagaio à máquina, tentando diminuir ao máximo a oscilação na máquina provocada pelo movimento do papagaio. Finalmente tenho que ajustar melhor as opções na máquina para tentar obter melhores fotos tendo em conta as condições específicas no local de vôo.

Para já é tempo de reparações e ajustes: a cruz picavet ficou ligeiramente danificada na queda, e além disso o sistema de roldanas não funcionou muito bem. Próxima experiência a realizar nos próximos dias, e desta vez vou tentar com um kite diferente.

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