Nirvana UL em Alcochete

Este ano, Alcochete teve a visita do Team R-Sky, que proporcionou ao público mais especializado alguns vôos espectaculares com os vários exemplares da família Nirvana, 3ª geração. Aqui fica um pequeno clip do Samuel Roger a voar o Nirvana UL, na tarde de domingo, a seguir ao almoço.

Solar Bell

Retirado de um artigo no site da revista “Wired”, aqui fica um video sobre a construção de um kite com 5m de altura, baseado num desenho do senhor Alexander Graham Bell (sim, o mesmo que inventou o telefone!):

Mais informação e reportagem completa na Wired.

Teste com uma “kite-cam”

Uma pequena brincadeira que já andava para experimentar há algum tempo, era a de fazer uma filmagem a partir do papagaio em vôo. Eis o resultado da primeira experiência.

O teste foi feito na praia da Marina, em Vilamoura, em Agosto de 2013, usando o Nirvana, com a ActionCam 100 (Rollei) presa aos afastadores inferiores, junto ao T central, com uma fita elástica e velcros.

Estava muito pouco vento, e se já sem o peso extra estava difícil voar o kite, com a câmara foi quase impossível. De modo que a única coisa que se vê é a elevação do kite, uma ligeira curva para um lado, e a aterragem sobre a passadeira de madeira da praia.

Fica para um próximo teste tentar um backspin com a câmara a apontar para o chão 🙂

Indomável

Como é fácil identificar-me com esta descrição sobre voar papagaios!

Sometimes you see a kite so high, so wise it almost knows the wind. It travels, then chooses to land in one spot and no other and no matter how you yank, run this way or that, it will simply break its cord, seek its resting place and bring you, blood-mouthed, running

(em “Something wicked this way comes”, de Ray Bradbury.)

 

Há 10 anos foi assim…

Ao rever as fotografias antigas cheguei à conclusão que o meu primeiro festival de Alcochete foi precisamente há 10 anos atrás!

FIPA 2003

Neste ano vim por curiosidade, para ver o que era isto do mundo dos papagaios, no qual dava por esta altura os primeiros passos.

10 anos depois, a sensação de curiosidade já não é certamente a mesma, mas mantém-se a excitação e antecipação que me levou a Alcochete pela primeira vez. Este ano lá estarei novamente, e irei voar na companhia de muitos e bons amigos que ao longo destes 10 anos fui fazendo, em Portugal e no estrangeiro, nos vários festivais em que entretanto fui participando. E no final, ficarei com enorme nostalgia e cheio de vontade que o festival do próximo ano chegue depressa para mais uma vez poder desfrutar deste momento único!

KAP: 2º vôo, Melides

Feita a primeira experiência em Moledo, e partindo das observações aí efectuadas, fiz alguns ajustes ao equipamento e voltei a lançar a máquina ao ar, no Festival do Ar que se realizou na Lagoa de Melides no passado dia 6 de Junho. O resultado deste segundo vôo pode ser visto neste slide show:

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KAP Melides, a set on Flickr.

Este teste foi realizado em condições de vento bastante mais favoráveis do que em Moledo, com o vento a rondar os 15 km/h na primeira parte da sessão, subindo depois para os 35-40 km/h, altura em que um desastre podia ter deitado tudo a perder: o Carlos Soares, querendo afastar o meu papagaio dos restantes, e pensando que a linha estava presa ao saco de areia que servia de âncora ao papagaio, moveu o dito saco. A linha soltou-se e lá foi o papagaio e todo o equipamento , acabando por cair ao chão. Felizmente os estragos foram apenas superficiais.

Desta vez a máquina foi presa através de um sistema de suspensão normalmente usado pelos KAP’ers, a cruz Picavet, que permite amortecer – ainda que não totalmente – a turbulência a que a máquina está sujeita. Novamente foi usada a Canon A470, com o CHDK e o script «KAP, WindWatcher», mesmos settings que em Moledo. Desta vez a máquina esteve cerca de 1 hora e 45 minutos a disparar continuamente, tendo resultado em pouco mais de 950 fotografias, das quais as 46 acima são as mais representativas.

As fotos ficaram praticamente todas sobre-expostas, devido à intensidade da luz e ao seu reflexo na areia muito clara da praia de Melides. O próprio script está programado para fazer «bracketing EV», disparando sucessivamente com settings diferentes, mas nem isso ajudou desta vez.

Ao longo da sessão mudei a posição da máquina por 2 ocasiões, tentando obter fotos nas várias direcções, o que não foi totalmente bem sucedido (ex: não há fotos do mar ou da linha de costa, apenas da lagoa).

Lições a retirar desta sessão: os braços da suspensão estão demasiado curtos, provocando ainda bastante oscilação no conjunto; por outro lado necessito de uma linha de papagaio mais comprida que permita não só elevar mais o papagaio (e por conseguinte a máquina) mas também aumentar a distância do papagaio à máquina, tentando diminuir ao máximo a oscilação na máquina provocada pelo movimento do papagaio. Finalmente tenho que ajustar melhor as opções na máquina para tentar obter melhores fotos tendo em conta as condições específicas no local de vôo.

Para já é tempo de reparações e ajustes: a cruz picavet ficou ligeiramente danificada na queda, e além disso o sistema de roldanas não funcionou muito bem. Próxima experiência a realizar nos próximos dias, e desta vez vou tentar com um kite diferente.

A minha primeira experiência de KAP

No festival de Moledo deste ano fiz finalmente a minha primeira experiência de KAP! Foram cerca de 20 minutos com a câmara no ar, que produziram praticamente 80 fotos, das quais se aproveitam as que apresento de seguida:

Vodpod videos no longer available.

more about “KAP Moledo 2010“, posted with vodpod

As fotos foram feitas com uma Canon A470, modificada com o firmware CHDK, e com um script que descobri nos fóruns do chdk designado “Wind Watcher KAP”.  A máquina disparava a cada 12-15 segundos, mais ou menos, numa altura do dia em que o vento estava forte, com rajadas a variar entre os 25 e 40 km/h. A duração da experiência foi curta porque entretanto outros deveres relativos ao festival me aguardavam…

O kite usado foi um tipo Jordan de marca própria da Decathlon (Tribord), o qual nunca tinha voado, e cheguei à conclusão que é um pouco instável para este efeito. Com o vento que estava, o kite puxava que se fartava, e tornou toda a experiência um pouco mais dificil.

A máquina foi pendurada usando um pequeno tripé portátil, ao qual atei linhas que depois liguei à linha principal do kite. Eu esperava desta forma conseguir ter algum tipo de estabilidade, e sobretudo quis fazer a experiência do modo mais simples possível, sem grandes aparatos.

A verdade é que com o vento que estava, a instabilidade do kite e a simplicidade do sistema de fixação da câmara, a experiência foi um bocado assustadora! Eu estava a ver quando é que a máquina iria cair desamparada e estatelar-se no chão, mas é um facto que se aguentou os 20 minutos lá em cima, apesar de ser atirada violentamente de cima para baixo, de um lado para o outro, quase constantemente.

Não admira portanto que a maioria das fotos obtidas sejam lixo. Na verdade estou surpreendido que se tenham conseguido salvar tantas fotos!

Conclusão da experiência: este sistema super simples de fixar a máquina apenas resulta se o vento estiver constante e com uma intensidade não muito forte, portanto já preparei um picavet para funcionar como sistema de suspensão, e quero ver se testo novamente neste fim de semana no festival de Melides.

Revoclinic 2010

Eu e os meus 3 amigos João e Luis Barradas e José Carlos Dias, estivémos no Revoclinic 2010 que se realizou nos passados dias 6 e 7 de Março na praia de Gandia, na Comunidade Valenciana, em Espanha.

O Revoclinic é um conceito diferente de um festival; na verdade é um evento de pilotos, para pilotos, em que o objectivo é a transmissão de conhecimentos e experiências, colocando-se lado a lado pilotos mais e menos experientes, num clima de total companheirismo e entre-ajuda.

Assim, este ano a equipe espanhola Bolau e o experiente piloto francês Alex Polo foram os “tutores” de cerca de 40 pilotos de variados níveis e experiências, de todos os cantos de Espanha, e no qual participou pela primeira vez uma equipa portuguesa de vôo de papagaios acrobáticos.

Numa primeira parte do evento os pilotos foram divididos entre os vários níveis de experiência, sem grande rigidez e total liberdade de mobilidade entre grupos: novatos absolutos, iniciados, intermédios e avançados; no final, quem quis, participou no mega-team, em que se realizou uma coreografia improvisada em que participaram nada mais nada menos que 24 papagaios Revolution! Não foram mais porque os vários elementos dos Bolau estavam no chão a coordenar os pilotos – não fosse isso e teríamos certamente chegado aos 28…

O modelo do Revoclinic já existe há alguns anos e é muito comum nos EUA como forma de incentivar os mais iniciados a aprender e evoluir mais rapidamente – todos sabemos que a melhor forma de aprender é juntar-nos aos mais experientes! Este ano o quadPT foi testemunhar em primeira mão um destes eventos, e quem sabe num futuro não muito longínquo possamos também importar este formato para o nosso país.

A equipa quadPT existe desde 2006, somos participantes assíduos nos principais festivais de papagaios em Portugal. Somos constituidos por 4 elementos, todos nós pilotos de papagaios acrobáticos, e impulsionadores deste tipo de modalidade em Portugal. Somos actualmente a principal equipa portuguesa de vôo de papagaios acrobáticos.

Para nós foi muito bom do ponto de vista de afinação da nossa técnica individual, e também no contexto do amadurecimento enquanto equipa. Foi também importante por nos darmos a conhecer e ficarmos com um conjunto de contactos que nos pode valer no futuro, para efeito de presenças em festivais de maior envergadura.